Candidatura a Património Cultural Imaterial apresentado em Mar

mar patrimonio cultural

 

A Câmara Municipal de Esposende apresentou à comunidade de Mar, a Candidatura da “Romaria de S. Bartolomeu do Mar” à Lista Nacional do Património Cultural Imaterial. A sessão decorreu no Salão Paroquial de S. Bartolomeu do Mar, altura em que o vice-presidente da Câmara Municipal de Esposende, Maranhão Peixoto, destacou que a relevância do projeto fez com que a autarquia “assumisse por inteiro esta Candidatura à Lista Nacional do Património Cultural Imaterial”.

“Esta romaria é caso único no território nacional. É motivo de orgulho e razão mais do que suficiente para que a autarquia contribuísse definitivamente com um projeto desta natureza, garantindo a identificação e a valorização de um património singular no território concelhio, e, principalmente, no território nacional”, sustentou Maranhão Peixoto que convidou todos a viverem a Festa e a Romaria, a 24 de agosto.

Por seu turno, Jaqueline Areias, vereadora da Cultura do Município de Esposende e responsável pela coordenação do projeto de candidatura à lista nacional do Património Cultural Imaterial, lembrou que “esta candidatura mais não é do que um reconhecimento do município a esta romaria, que sendo uma das mais antigas no norte de Portugal, tem um elemento identitário e único, o Banho Santo, um verdadeiro fator distintivo, que muito nos orgulha e que motivou a candidatura”.

O projeto da candidatura, sendo sobre património imaterial, foi materializado por dois filmes sonoros sobre a romaria, um do início da década de 1980, com recurso a imagens dos anos de 1970, e outro de 2016, realizado por Hugo Morango da equipa de Antropólogos liderada por Álvaro Campelo, onde foram abordados os diversos aspetos da Festa, da Praia e da Paisagem antrópica, da Feira do Linho, do ritual do arranjo e do encontro dos Andores, da Procissão, do ritual do Frango Preto e do Banho Santo. Álvaro Campelo explicou o valor desta Romaria no panorama nacional e internacional e a importância de manter vivo este património, que não sendo estático, mudará certamente com as gerações futuras acompanhando a dinâmica social e cultural.

No encerramento, reconhecidos investigadores locais como Orlando Capitão e Franquelim Neiva Soares apresentaram algumas considerações sobre a importância do reconhecimento público que a Candidatura trará a esta Romaria, no passado incompreendida e frequentemente mal estimada, por se identificar na imposição do Banho Santo de mar às crianças, uma manifestação de ancestralismo pagão, provincialismo e atavismo social, que agora ganha uma melhorada e  renovada dimensão, pelo valioso património cultural imaterial que esta Romaria encerra no  âmbito da antropologia. Em nome do Centro Social da Juventude de Mar, parceiro neste projeto da Autarquia, Fernando Cepa apresentou a intenção de tornar publico um filme inédito sobre a Romaria e o Banho Santo, contribuindo desta forma também para garantir a autenticidade deste património.

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